terça-feira, 6 de agosto de 2019

Homens e Mulheres Machistas são um saco!

Tive um dia super especial no último domingo.
Estive com duas amigas queridas em dois eventos a céu aberto e que estavam bem legais, o Picnic Cultural e a Me Gusta. O dia estava lindo e eu estava muito feliz. Nem mesmo uma certa pessoa, um dia amigo, atravessar a rua ao me ver estragou o meu dia, porém senti a necessidade de falar a respeito.

Há algum tempo atrás, quase dois anos eu acho, uma menina me adicionou no facebook, mas não nos conhecíamos. Eu aceitei sem problemas (e sem imaginar a confusão que ela armaria).
Quando já nem me lembrava de tê-la entre os meus contatos do facebook, um amigo (vou chamar de amigo A) me disse que uma amiga minha o tinha adicionado no facebook e estava puxando papo. Eu fiquei feliz, pois ele havia saído de um relacionamento bem longo e ainda estava meio ligado à ex. E quando ele me disse quem era a menina, expliquei que não a conhecia pessoalmente e não podia opinar sobre ela, mas incentivei a continuarem se falando.
Eles acabaram saindo e começaram a ficar, até que um dia ele me contou que ela tinha “terminado” com ele com a justificativa de que iria se mudar pra SP e não queria magoá-lo, mas que gostaria que mantivessem a amizade. Ele ficou um pouco chateado, mas no final das contas ficou tudo bem e mantiveram a amizade.
Eu sou próxima desse meu “amigo A”, e confesso que não achava muito saudável o tipo de amizade que ele me contou que levavam, pois ela parecia usá-lo, se aproveitando do fato dele ser afim dela. Mas isso não era da minha conta e não opinava, e ele não parecia ver isso, até que um dia me perguntou por que não era mais amiga dela no facebook, o que estranhei, pois não sabia que não éramos mais contatos naquela rede social. Ele disse que percebeu que não éramos mais “amigas” quando viu que não estava mais entre os amigos em comum com ele. Eu conferi e confirmei, mas não dei muita bola, tentei justificar dizendo “vai ver ela me deletou por ciúmes, porque somos muito amigos”, e a história não foi além, afinal é só uma rede social mesmo. Até...

Certo dia eu estava em frente ao bar de um amigão, vou chamar de “Amigo B”, e ela apareceu lá de mãos dadas com um amigo meu, que vou chamar de “Amigo C”, que é o melhor amigo do meu “Amigo B”. Ele nos apresentou e então, finalmente, a conheci! Rsrs Ela foi educada e eu também, tudo de boas. Mas não poderia “não contar” para o meu “Amigo A” que ela estava com o meu “Amigo C”, pois mesmo que eles não se conhecessem, sabia que meu Amigo A ainda era afim dela.
Contei pra ele e falei o que achava dela, que ela parecia usar ele e que duvidava que fosse mesmo pra SP e que aquilo parecia só ter sido uma desculpa e que parecia estar iniciando uma relação com o outro cara. Meu “Amigo A” levou de boa, disse que já meio que sabia sobre ela sair com outro cara e que gostava da companhia dela e ela ainda dava mole pra ele, daí ele manteria contato com ela e talvez até ficassem algumas vezes e tal, mas que ele não iria se machucar, me garantiu. E a história poderia ter acabado por aí, até que encontrei a menina duas vezes na rua, uma com o meu “Amigo C” e outra vez ela estava sozinha e eu com o meu "Amigo A". Em ambas às vezes ela teve a oportunidade de me cumprimentar, ou eu a cumprimentaria se ela não tivesse fingido não me ver mesmo estando parada de frente pra mim. Eu lembro que estranhei e até comentei com o carinha que eu ficava, e comentei que deveria ser por ciúmes ou algo do tipo.
Então teve um outro encontro, primeiro na Lanchera. Eu estava com o mesmo carinha que ficava, estávamos matando tempo até irmos num show no Ocidente. Eu acho que nem cheguei a comentar com ele, mas lembro de ter achado ela meio estranha... Apesar de não conhece-la, achei esquisito o fato, não de estar sozinha, mas de parecer triste. Mas enfim, não era problema meu.
Até que fomos para o Ocidente e lá encontrei o meu “Amigo C” e os amigos dele, nos cumprimentamos e foi bem legal. Era sempre divertido quando encontrava com ele. Tivemos já uns lampejos de romance... rsrs Na verdade foi meio que um momento de carência de ambos, daí acabamos ficando, e ele no início acabou confundindo e achando que iria evoluir, ou ficarmos mais vezes, mas na verdade eu queria mesmo era ser só amiga dele... isso já faz alguns anos, e na ocasião já nos conhecíamos há alguns anos tb. Ele até que deu uma insistida, ele não seria ele se não insistisse, mas não rolou e ficou tudo de boas, continuamos amigos. E anos se passaram.
Bom, estávamos todos no Ocidente e ela chegou e ficou no grupo desse meu “Amigo C”, que estava bem do nosso lado, e o show se desenrolava e tava tudo ótimo, mas eu percebi que ela ainda estava com uma fisionomia triste e o meu “Amigo C” parecia não estar nem aí pra ela, o que me incomodou. Me coloquei no lugar dela e antes de qualquer coisa de ciúmes que ela já tenha tido de mim, ela é mulher e mulheres devem se ajudar. Pois bem, quando saí do banheiro (no andar superior) a vi meio jogada no sofá, sozinha. Fui falar com ela. Perguntei o que uma garota tão bonita como ela tava fazendo sozinha lá em cima, e perguntei se ela não queria se juntar a mim e ao meu acompanhante (estávamos numa turma de amigos dele) pra dançarmos e aproveitarmos o show. Ela foi seca e me respondeu rispidamente que não, e que beleza não era tudo. Fiquei surpresa, não esperava aquilo, e fiquei meio sem reação. Então sorri e disse que estaria lá embaixo se ela precisasse. E desci.

Passado semanas, uma semana depois de levar um fora do carinha que eu estava ficando (fora por sms, meio sem explicação, com orientação de pegar minhas coisas numa portaria, só pra ter uma ideia de como eu estava), estava eu saindo com amigos e tentando não ficar triste quando encontrei o meu “Amigo C”, e papo vai, papo vem, ele me perguntou o que eu havia feito pra “fulana” no Ocidente. Eu estranhei a pergunta e tive que buscar fundo na memória pra tentar identificar do que ele poderia estar falando, até que me dei conta do que poderia ser e contei pra ele o que houve. Ele disse que ela ficou chateada comigo, disse que eu tinha sido cínica com ela e blá blá blá. Eu fiquei indignada! Uma que tava num dia super triste, e outra que achei o fim uma mulher mentir (ou pensar que fui cínica mesmo, vai saber) quando devemos ser solidárias umas com as outras, e por qual motivo? Ciúmes? Só podia, pois nunca nem nos falamos!
Contei o fato para o meu “Amigo A”, que foi o pivô de qualquer “relação” que eu tenha tido com ela e que estava no local também, e ele me contou que ela realmente não gostava de mim e falava coisas ruins de mim, repetindo o que ele já tinha me falado por alto em outra ocasião, mas não tinha dado bola na ocasião. Eu fiquei pasma, pois eu nem conheço a guria! Mas enfim, ela não tinha importância alguma, então deixei pra lá. Claro que senti pelo fato de ainda existir esse tipo de coisa entre as mulheres, mas eu, apesar de já ter sido militante e engajada (e iludida) em tentar mudar as coisas, não vou mudar o mundo, então paciência.

Alguns dias depois estava com o meu “Amigo A” e uma amiga no Shoppping Total e o casal foi nos cumprimentar, meu “Amigo C” e a menina aquela. Ele nos cumprimentou os três e ela parou a poucos centímetros de mim e não ia me cumprimentar. Eu, que já tava meio alta e ainda tava meio “descornada” pelo fora que tinha levado do carinha que gostava (rsrs), a cutuquei e abanei bem na frente dela, dizendo oi. Sim, um “oi” beeeem exagerado, é verdade. E ela, notoriamente a contragosto, me cumprimentou. Em outras palavras, retribuiu ao meu cumprimento de forma bem mal-educada. Na hora pensei, vai ver é porque é novinha, pois foi uma atitude bem infantil. Pensando nisso, e já que ela tenta parecer “politizada”, falei pra ela isto, de forma bem “querida” (em outras palavras, fui cínica conforme ela gostava de me pintar para os meus amigos): “Olha só, acho que tu deveria estudar mais sobre o feminismo, sabe... aproveita e estuda sobre os movimentos de esquerda, por exemplo, comunismo, e solidariedade de classes...”
A menina se enfureceu, surtou e começou a gritar “tu não sabe nada da minha vida” e nisso o, agora, namorado dela já veio e a segurou, pois ela queria mesmo se avançar pra cima de mim. E eu só piorei a situação porque fui debochada, comecei a rir e disse “tá, tá, tchau pra ti”, rindo. Ele a segurou e puxou e foram embora.
Na hora mandei um whats pra ele e disse pra deixar aquela mina bem longe de mim, porque ela era uma maloqueira e barraqueira. Bom, se a guria quer partir pra violência física por tão pouco, é óbvio que eu iria supor que ela era aquilo tudo mesmo. Vai ver tá acostumada a brigar na rua, coisa que eu não. Alias, nem tenho idade e nem paciência pra ter mais “inimiga” na vida... ainda mais de tipos como ela. E ela esperava que eu continuasse quieta enquanto me difamava?  E eu, depois de já ter sofrido ameaças políticas, de risco de morte, vou me meter nesse tipo de picuínha? Não, né?!?
Reconheço que eu não precisava ter dado o troco e agido daquela forma lá no Shopping Total, mas até então eu sempre relevei a implicância dela comigo sem fazer nada, sem dar bola. Seria mais maduro ter continuado fazendo isso, mas eu também não andava muito bem, afinal. E o que nunca teve importância passou a ter... eu não andava sendo eu mesma.
O “Amigo C” me respondeu ao whats dizendo que ela não era maloqueira não, e também falou mais alguma coisa que eu não li, pois ele apagou antes.

Alguns dias depois encontrei o casal no aniversario de uma amiga, e pra minha surpresa ELE não me cumprimentou. Nossa, aí eu achei o cúmulo. E decidi que se ele queria assim, eu lavava as minhas mãos e tb não o cumprimentaria ou falaria mais com ele.
Pensei também que a menina só pode ser meio psicopata. Primeiro ela vasculha os meus contatos no meu perfil e adiciona o meu amigo (o Amigo A), com a desculpa (e ela disse isso pra ele) de que achou que ele fosse um carinha que ela ficava e que frequentava o mesmo bar que eu (e ela disse o nome do cara depois para o meu “Amigo A” e descobri que o cara em questão realmente estava entre os meus contatos do facebook, e é casado). Depois, faz tudo o que mencionei. Desde o início ela poderia ter falado comigo pra tentar achar o tal cara casado que ela ficava. E poderia ter feito as coisas de forma diferentes. E o pateta do meu “ex amigo C” caiu nessa. E isso sim, me entristeceu. Legal ele a defender, mas e a minha amizade não significava nada?Bah, não fazia muito tempo que eu tinha contado coisas bem particulares pra ele, tinha chamado ele pra voltarmos a sair (como amigos), pois eu tava precisando ver gente diferente, e tínhamos gostos musicais muito parecidos...e fim, considerava ele. Tipo, olha o poder que uma mulher pode ter... e se todas as mulheres se unissem e usassem para o bem, tudo seria tão diferente! Não um poder ruim como esse que ela demonstrou, de manipulação, usando até de artimanhas sexuais, como parece ter sido o caso, mas o poder de ser ouvida.

Desse “causo”, só tirei momentos ruins e penso que não precisava acontecer essas coisas... Primeiro, porque eu realmente considerava um monte o “Amigo C”... e segundo, porque é muito triste ver que em meio a tempos obscuros em que vivemos ainda tem mulher, e mulher jovem, bonita e aparentemente bem instruída, que se submete a essas rixinhas por ciúmes (não tem outra explicação!). Se não foi com a minha cara, tudo bem... ninguém é obrigado a gostar de ninguém nesse mundo. Mas difamar? Falar mal sem dar direito a defesa, tentando colocar os outros contra mim? Fazer um amigo parar de falar comigo? E pelo visto a intenção era que os dois parassem de falar comigo, a sorte é que o meu “Amigo A” é super maduro e inteligente. Acho até que tem dedo dela num outro caso de ciúmes comigo, de namorada de amigo.
Bom, se ele (Amigo C) quer continuar atravessando a rua ao me ver, pode pelo menos ter um mínimo de consideração com as pessoas que estiverem comigo e de quem ele é amigo, pois depois de tudo isso, por mais que eu tenha ficado triste por ele ter caído nessa, eu não ligo mais e não faço questão de amizade tão superficial e frágil assim, mas pode pelo menos não “fingir que não vê” os amigos dele que estiverem comigo... Não precisa... 
E sabe o que é pior? É que tem outro amigo meu que também “não pode” falar comigo porque a namorada tem ciúmes de mim. Porra! Ciúmes de mim? Desse jeito vou começar a me achar... (rsrs jura) Mas sério, eu sempre fui o patinho feio das turmas e agora tô me colocando no lugar de mulheres bonitas e que acabam sendo vítimas de situações ridículas como essas pelo simples fato de serem bonitas! Isso é ridículo! Eu já senti esse tipo de ciúmes, confesso. Porém, não fiquei alimentando e logo vi que estava errada e confessei para a garota em questão e me desculpei, mesmo sabendo que talvez ela nunca nem soubesse o que eu havia sentido se eu não tivesse contado pra ela. Enfim, mas esse com a namorada com ciúmes foi  amigão e me explicou o que houve, trata-se de um mal-entendido e parece que uma amiga minha andou plantando ideias na cabeça na namorada dele sobre ele e eu. Gostaria que ela, a namorada dele, falasse comigo sobre isso, pra esclarecer essa fala infeliz dessa minha amiga/conhecida, e ficar tudo bem, sem neuras. Mas desconfio que tem dedo da psicopata manipuladora nessa história também.

Tenho um ex-namorado, de quem gosto muito e ainda somos amigos (terminamos há uns 14 anos) que volta e meia vinha me falar que teria que se afastar porque estava namorando e a namorada tinha ciúmes de mim e sempre nos entendemos. E sempre entendia, já que sou a ex e não é legar começar um relacionamento com um cara que mantém contato com a ex. E também pedi pra ele não me apresentar mais como ex, mas como amiga... dar chance da pessoa gostar de mim e com o tempo, falar que já namoramos. Assim fica mais fácil da pessoa me conhecer de verdade. Daí então, se não me aceitasse, eu entenderia, porque esse sim é um caso pra se entender.

Mas é um puta machismo da parte da menina que parece psicopata e manipuladora jogar dessa forma e por puro ciúmes, e igualmente machista o cara se submeter a isso sem pensar que eu ficaria chateada. Pelo visto nunca foi amigo...
Enfim... vivendo e aprendendo.
Só quero voltar a não me importar com esse tipo de coisa, e depois de um textao e desabafo desses, o assunto morreu. 😎

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Erro médico?


Não é segredo pra ninguém que tenho problemas que me causam dores crônicas, Neuralgia do Trigêmeo e Disfunção Têmporomandibular (DTM).
A DTM foi ocasionada por algum trauma, possivelmente ainda na infância, que deslocou a minha mandíbula, de forma que desde então eu a desloco, sem querer e sem perceber, a todo o momento diversas vezes por dia (falando, mastigando, ...). Por isto, a minha cartilagem da articulação têmporomandibular (ATM) se desgastou de tal forma que já tenho desgaste ósseo considerável, dos ossos da mandíbula, bilateralmente.
Há anos isso me causa muita dor, daquelas de querer estourar os meus miolos pra ver se alivia a dor, que é insuportável. Já estive hospitalizada por quase uma semana para uso de morfina por causa deste problema. De tempos em tempos eu faço tratamento com codeína + paracetamol.
Em 2016 fiz uma cirurgia que lavou a ATM e os ossos da região, chamada Artrocentese Bilateral, e me deu um alívio por alguns meses e pude fazer fisioterapia.
A fisioterapia se faz muuuito necessária e fazendo com um profissional certo tem um ótimo resultado, pois devido a dor intensa acabei retesando muito a musculatura da região e fiquei com má postura, o que acabou agravando as dores, pois passei a ter dores musculares na região também. A fisioterapia também ajuda a colocar a mandíbula no lugar, e com o tempo vai corrigindo o que antes só podia ser corrigido com procedimento cirúrgico.
Meu rosto ficando torto e dores cada vez mais fortes, e com a necessidade de trabalhar (e apesar de mais ouvir no trabalho do que falar, é claro que preciso falar), estava fazendo uso contínuo de antiflamatórios e adivinha se não tive uma úlcera?

Esses problemas de saúde realmente não são segredos e estou tratando (e tem solução, por incrível que pareça!!!), mas uma coisa que não conto é que faço tratamento contra depressão. 
Iniciei há cinco anos, após sofrer assédios graves no meu “novo emprego” da época, e isso associado a dores intensas me deixaram realmente bem deprimida.
O Bucomaxilofacial que me trata, devido a impossibilidade de continuar tomando antiflamatórios, mandou cartinha ao meu psiquiatra, para tentarem chegar num consenso sobre as medicações que eu deveria tomar. Por fim, ele, o psiquiatra (não era o mesmo de 5 anos atrás, pois o primeiro saiu do Plano), trocou o antidepressivo que tomava por outro que também era usado para tratamento contra dores crônicas, além, é claro, de ter efeito antidepressivo. Isto foi por volta de agosto de 2018 e desde então tenho crises bem esporádicas de dor, com bem menos frequência. Realmente é um bom remédio contra dores crônicas.
Por volta de novembro eu acho, o psiquiatra, que me via de dois em dois meses (mais pra me dar receita mesmo), saiu do meu Plano de Saúde, e passei a ser atendida por outra bem legal, que parecia mais interessada em saber de mim do que o anterior. Isso foi realmente sorte, pois eu não estava mais me sentindo “normal”. 
Estava ficando deprimida e irritada. E ela foi aumento a dose da medicação.  Até então eu tomava 60mg (dose que iniciei), então ela aumentou para 90mg e depois para 120mg, sendo essa última a dosagem máxima possível daquela medicação. Nada estava adiantando e eu só piorava...
Cada vez com mais tristeza, mais ansiedade, mais insatisfação em tudo, medo e impaciência. Até uma crise de síndrome de pânico eu tive depois de três anos sem ter!
Até que em maio deste ano ela me disse que a medicação que tava tomando estava errada. Ou seja, não estava agindo como antidepressivo, mas somente contra a dor crônica. Senti um certo alívio, pois então eu não era tão culpada por estar ferrando com a minha vida! 
Ela então baixou a dose da medicação para 60mg, mantendo-a (por causa da ação contra a dor), e me receitou outro antidepressivo que parece já estar produzindo algum efeito.

Porém, desde que foi trocada a medicação lá na primeira vez, em agosto, pelo psiquiatra que saiu do Plano, eu regredi consideravelmente de uma forma que eu nem parecia mais eu mesma de tão triste e sem ânimo... e até mais crises de dores sofri.
Me prejudiquei no trabalho, numa relação afetiva, numa relação de amizade, e por mais que sinta uma melhora e reconheça que estou recuperando tudo, fica difícil não pensar no quanto o médico que trocou a minha medicação foi irresponsável ao não acompanhar mais de perto a troca da medicação, e ao sair do Plano não me avisou e nem deu qualquer recomendação sobre o fato. Eu jamais desconfiaria da medicação, até que uma profissional competente percebeu e corrigiu a situação, e me acompanha bem de perto para regular a dosagem.
Imagina quanta gente morre por ser atendida de qualquer jeito por uma pessoa que se forma num curso difícil e aparentemente não liga a mínima para a própria profissão e menos ainda para as vidas que dependem dele. Pra mim, o que aconteceu comigo foi sim um erro médico, e dos bem sutil, ou no mínimo negligência. Já não basta uma corja de políticos e ricos (tô falando dos ricos de verdade) que só se preocupam com os próprios umbigos, temos que lidar diariamente com pessoas que são igualmente egoístas.

Tempos sombrios estes. 
Empatia se faz necessária... mais do que nunca.

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Que seja feliz onde estiver

Dia dos namorados!
É só uma data, o capitalismo adora, casais parecem se amar só nesse dia, blá blá blá.
Se essas coisas são verdade, não posso afirmar, mas posso dizer que esse dia é fofo.
Tudo bem se o meu coração, num dia fofo desses, não tá nos melhores dias.. fico bem feliz de ver pessoas que eu gosto com seus pares e felizes.
Amor é fofo, vence diferenças (sejam elas quais forem: classe, raça, idade, religião, etc...) quando for possível, não abandona e não sufoca, e a cada dia me convenço mais que o amor também é altruísta.
Por isto, do fundo do meu coração, desejo que todos, sem exceção, sejam felizes hoje e sempre em seus relacionamentos.
Mesmo mesmo. 
Que sejas feliz onde estiver.
O amor é mesmo altruísta...

Trilha: Fernanda Takai e Erasmo Carlos - Do Fundo do Meu Coração

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Prometo ser-te...






Esses são os votos tradicionais que são feitos em cerimônias de casamento. E são lindas palavras, não são?
Massa que são palavras ditas entre um casal apaixonado, mas nos últimos dias pensei nelas para aplicar em relações do cotidiano, não necessariamente relacionadas à paixão, mas relações fortes entre amigos, entre familiares, enfim...
Claro que são votos fortes, que não se usa cotidianamente, tampouco se aplica no dia a dia. Mas se pararmos pra pensar, não é o tipo de fidelidade que esperamos nos mais diversos tipos de relações que temos?
Isso não se aplica as pessoas que são solitárias e gostam de viver na sua solidão, mas é natural os seres humanos criarem e manterem relações interpessoais, isso é da vida, é saudável.
E em casos em que a paixão acaba, o que fica? Na prática, eu sei que o que fica é uma relação de amizade muito forte, onde um pode sempre contar com o outro. Felizmente tenho dezenas de pessoas que são testemunhas disso, principalmente os meus ex-namorados.  
Comecei a pensar, nos tais votos, nos últimos dias, enquanto estive, mais uma vez, sofrendo com as dores crônicas que têm me acompanhado nos últimos anos. Hoje descobri que o tratamento, que um dia já foi eficaz, já não estava funcionando. E foi difícil ouvir isso, parece que foi um tempo perdido, mas também foi um alívio, pois não era só minha culpa tudo o que tem acontecido.
As dores têm me levado a um estado onde eu não pareço eu. Tenho ficado irritada, deprimida, sensível e desanimada. A desesperança prevalecendo em mim. E quanto mais isso vinha se intensificando, menor era o contato com as pessoas.
Cada um por seus motivos e especificidades, e devemos entender e respeitar isso. Mas salvo tais exceções, é natural que as pessoas não queiram ficar perto de “problemas”. Mas e quando o “problema” for uma pessoa que não é um problema, mas está passando por um problema? É de se afastar também?
Talvez, quando a pessoa não é tão importante ou quando mal a conhecemos. Mesmo assim, isso me soa bem estranho... 
Descobri nos últimos dias que algumas das frases desse voto não se aplicam a certas relações, pois vi pessoas se afastarem de mim por estar “na doença e na tristeza”, e o mais surpreendente é que ao mesmo tempo em que algumas se afastaram, outras se aproximaram. É muito doido isso, mas parece que trouxe um sopro de esperança na humanidade.
Não se faz nada pensando em retribuição e sei que esse apoio que venho recebendo é sincero, apoio que vem mesmo quando eu mesma tento me afastar e não receber ajuda, quando penso que não há solução. Mas não tem como não pensar que esse apoio que recebi é também um pouco porque plantei coisas boas.
Pode até não ser bom, e às vezes penso ser um defeito, mas sou meio altruísta e gosto de ajudar. É estranho, mas os momentos que me fazem mais feliz é quando posso ajudar alguém. Me sinto viva, me sinto útil. E quando esse alguém não precisa mais de ajuda, é recompensador! Então, ajudar alguém ou simplesmente estar perto, ajuda mais a mim mesma do que ao próximo.
Pensando nisso, acho que quem mais perdeu com essa minha fase dolorida não fui eu, mas quem se afastou de mim. E eu, a cada dia, tenho mais certeza de que sou muito amada... pode não ser por muuuuitas pessoas, mas pessoas valorosas.
Nunca troquei votos de casamento com ninguém, mas com toda a certeza sei que tenho tais votos, na prática, na minha vida, e só tenho a agradecer por isso.
Pra finalizar, quero contar uma história que ouvi hoje, que aconteceu no interior do estado e que tem tudo a ver com esse lance de fidelidade, companheirismo e altruísmo.
Trata-se de um rapaz, de 49 anos, morador de rua, que capinou um jardim para, com o pagamento, comprar remédio para seu cachorro , seu companheiro que também morava na rua, e um cobertor para eles. Mas dois dias depois, ele e seu cão foram encontramos mortos, abraçados um ao outro. Morreram de frio.
Essa história é triste, com certeza, mas tem também lições a serem tiradas.
A vida desse rapaz altruísta vale mais do que de qualquer outra pessoa que só pense em si mesma. E o exemplo dele terá muito mais serventia do que exemplos de pessoas egoístas.
E posso apostar que ele, mesmo nas precárias condições, foi mais feliz do que uma pessoa que só pense em si um dia foi ou será.


quinta-feira, 9 de maio de 2019

Quando você não é o tudo de alguém


Recebi de uma amiga com a seguinte frase “deve ser por isso que não caso”.
E caiu como uma luva pra mim neste momento.
Achei que poderia cair como uma luva para outras pessoas e compartilhei no “status” do whatsapp e fiquei surpresa com o volume de mulheres respondendo ao compartilhamento, o que me levou a pensar “que porra que tá havendo com os relacionamentos?”.

Hoje em dia a moda é “amor livre”, mas o quê isso quer dizer?
Juro que entendo algumas amigas quando falam que é legal ter um relacionamento aberto, consigo ver algumas vantagens e acho até maduro. Mas descobri, especialmente nas últimas semanas, que sou muito ultrapassada para esses tempos modernos. E descobri que tem muita mulher que concorda comigo, ao menos quanto a banalidade em que virou os relacionamentos.

Fui criada acreditando em príncipes encantados e em demonstrações lindas de amor e ao não ter nada disso, fui levada a pensar: “o quê tem de errado comigo?”.
Hoje sei que príncipes encantados não existem e demonstrações lindas de amor tem prazo de validade, ao menos pelo o que vejo nos relacionamentos. Nem quero ser princesa, chata e fútil. 
Mas não quer dizer que não possa existir amor verdadeiro, daquele que faz o coração acelerar e te faz suspirar... mas nesses tempos modernos? 
Vejo sempre a mesma reclamação, “os caras só querem ficar”, e vejo muitas mulheres nesse clima também. E a justificativa é sempre a mesma, de que é mais divertido e se tiver que ser, vai durar. Nunca dura, e pelo menor motivo.

Minha mãe dizia que eu era “a namoradeira” das filhas, pois enquanto eu estava namorando, minhas irmãs continuavam solteiras sem ficarem com ninguém. E eu era mesmo, adorava namorar. Adorava namoros longos e toda aquela cumplicidade, e por duas vezes pensei em me casar.
Hoje, minhas manas casaram e eu sou a solteira, sem nunca ter casado aos 37 anos. E sem namorar há quatro longos anos, quase cinco.
No início da minha solteirice achei legal, queria mesmo ficar solteira. 
E querer ficar solteira é não se envolver com ninguém, não passar todos os finais de semana com uma pessoa, não viajar com essa pessoa, não agir como se estivesse num relacionamento quando não estou.
Minha solteirice durou por volta de um ano, um ano sem ficar com ninguém. 
Era o tempo que precisava para me curar. 
E quando resolvi que poderia, enfim, ficar com o coração aberto para me apaixonar de novo, caí nesse novo mundo moderno, com 34 anos de idade, onde namoro é só para “as novinhas”, ao que parece. E eu sou a velhinha.

Recentemente me envolvi num relacionamento em que o cara “não estava pronto” para namorar, tinha saído há um ano de um longo casamento. 
Mas estava pronto pra viajar comigo, pra passar todos os finais de semana e alguns dias de semana comigo, pra compartilhar tantas coisas em tão pouco tempo. 
Mas eu, como tantas outras mulheres, disse que aceitava aquela situação. Afinal, tínhamos uma relação tão legal, uma parceria que não se encontra com qualquer pessoa. E pensava “em algum momento ele vai superar”, como se o problema fosse realmente o término do antigo relacionamento. Muitas de nós são assim, achamos que podemos ajudá-los a superarem o que dizem precisar superar, ajudá-los a “se decidirem”.

E por algum tempo o relacionamento tem momentos lindos, enquanto tu te sente única e especial. 
Ele te conta as fragilidades dele, tu retribui contando também. 
Tu faz coisas que nunca fez com mais ninguém e evita pensar que tu é só mais uma, tenta se apegar só aos momentos bons. 
Tenta ignorar quando ele não te leva mais para os encontros com os amigos dele, mesmo se os amigos estiverem do outro lado da rua.
Tenta ignorar quando alguma amiga dele, que encontram por acaso, “apresenta pretendente pra ele” enquanto tu estás ao lado dele.
Tenta ignorar quando sabe que ele sai bastante sozinho pra noite dias de semana e não faz muita questão que tu estejas junto, mesmo quando ele sabe que são coisas que tu adora.
Tenta ignorar quando ele, fala a um mendigo quando o mesmo pergunta, responde veementemente que tu não é esposa e nem namorada, e titubeia pra dizer que é ficante, poucos dias depois de tu ter feito o que nunca tinha feito antes, achando que ele era especial e que tu também era especial.
A história se repete, o que é especial pra gente não significa nada pra eles.

Mas ainda existe esperança, os amigos! 
Quando alguém que se importa contigo chega e te diz: “cai na real, olha como ele te tratou!”, tu resolve ouvir do cara o que realmente aconteceu, vai que ele diga que foi impressão tua, que ele não fez por mal e que ainda gosta muito de estar contigo e que tá animado para os planos que fizeram para daqui a dois dias. Claro que tu pode viajar um pouco mais, afinal se criou pensando em príncipes encantados, e pensa que ele pode dizer “chega disso, eu quero ficar só contigo, quero te conhecer melhor, vamos namorar?”.
Porque até onde eu sabia, namoro era isso. Namoro não era casamento. Namoro era para se conhecerem melhor, depois vinha o noivado quando faziam planos para casar e depois vinha o casamento. E a maioria dos namoros não dava em casamento. 

Mas hoje em dia, nos tais tempos modernos, as pessoas ficam como se namorassem, mas ficam com várias pessoas como se namorassem várias pessoas. Soa muito careta se eu disser que não curto isso?
De boas, quem mais se aproveita disso é os caras, que nunca precisaram estar solteiros para sair “pegando” quem quisessem, a diferença é que agora eles têm o aval das mulheres.
O meu aval não. 
Se eu tô me interessando por alguém, eu quero ficar só com ele. 
Quero conhecer ele melhor, e só ele. E como vou fazer isso ficando com um e com outro? Não dá! Sei, isso soa careta. Já mal consigo fazer duas coisas ao mesmo tempo, imagina tentar conhecer melhor dois caras ao mesmo tempo!

Entendo que nós estamos libertas de tradições e de relações que nos aprisionavam a convenções ridículas, entendo que tem mulher que não quer namorar. Entendo que algumas não têm nem tempo pra isso.
Mas para as que são sonhadoras como eu, não somos obrigadas a nos submeter a situações como essas, onde significamos tão pouco para os outros.
E também não somos obrigadas a nos submeter a ter uma relação com alguém que não amamos porque a pessoa nos ama, só para não ficarmos sozinhas.

A vida é assim, sempre haverá confronto de interesses em algum momento das nossas vidas, porém nunca se deve usar ou maltratar ninguém.
Não tá pronto pra namorar? Não quer um relacionamento? 
Esse mundo moderno é realmente bem atrativo. 
Então que se aproveite o que tem nele e fique só nele, não tem como ter as duas coisas ao mesmo tempo: três dias por semana e férias, numa relação como se estivesse namorando, e nos demais dias, mundo moderno onde a outra pessoa não significa nada. Não é nada legal... E não existe essa história de “falei a verdade, disse que não queria namorar”. As ações falam mais do que qualquer palavra, e uma pessoa apaixonada vai acreditar no que mais convém. 
Um pouco de empatia no mundo, é o que precisamos!
Não se faz para outras pessoas o que não queremos que nos façam, ou que façam para alguém que gostamos. É tão simples... 

No fim, o quê quer dizer “a indecisão de alguém”?
Quer dizer que, a pessoa pode ficar indecisa sobre se quer continuar te conhecendo, então namorando, ou vai cair fora. 
Mas para as pessoas sem empatia, quer dizer que quando tu não servir mais para aplacar a solidão dela, não importa nada do que tu tenha feito de especial, ele vai usar qualquer desculpa pra te dar um belo de um chute, talvez até te ofender, e daqui a pouco vai aparecer namorando (sim, namorando) com uma mulher que vai te fazer pensar “eu fui bem pouco pra ele mesmo”.
Talvez isso te leve a acreditar que não era boa o suficiente, que agiu como uma doida desconfiada, mas tu não pode esquecer nunca em como uma situação que te deixa insegura pode abalar a tua autoestima e essa mesma insegurança pode afetar até o teu dia-a-dia, onde tu não é mais tu e passa a não acreditar mais em si mesma. 

É importante saber que a “indecisão de alguém” não pode durar mais do que alguns dias. 
Nunca, jamais, “a indecisão de alguém” pode durar mais de um mês, senão isso tem outro nome: canalhice.
Fuja disso! Não somos inferior a ninguém, somos maravilhosas e sobreviventes, não precisamos desse tipo de relação.
É preferível “ir embora” e ficar sozinha nesse novo mundo moderno, mas sabendo que um dia, bem no passado, tu já foste um tudo para alguém.
Melhor não ser nada para ninguém do que ser só mais uma, ou deixar que te façam se sentir só mais uma.
E algumas irão concordar comigo que não é melhor ter só mais um, há um tudo pra ti.
Se o que pensamos que poderia ser o nosso tudo agiu como só mais um, é porque talvez é o que ele seja.
E bola pra frente, somos mulheres e sempre teremos umas as outras. 

Trilha: Pearl Jam - Just Breathe

Texto: Crisane Michel